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A Cultura do Sacríficio Natalino


O amor se refere a todos e não a apenas alguns. Vamos exercitar
nossa compaixão a partir deste Natal. Fonte: Pão integral e circo
Todos os dias, pagamos alguém para matarmos animais para comer e, infelizmente, esta indústria continua a prosperar, mesmo sendo cientificamente comprovado de que não precisamos comer carne e nem derivados animais para sobreviver.

É fato que algumas pessoas têm os mais diversos motivos para continuar comendo derivados animais, como o fato de que a alimentação vegetariana demanda mais tempo, como o fato de que alguns tentaram, mas por alguma razão se sentem fracos para continuar e também por outros motivos que não imagino, mas que nem por isso não poderiam servir como justificativa.

Quando me tornei vegetariana pela primeira vez, eu tinha quinze anos. Naquela época não existia tanta informação como existe hoje e nem tantos alimentos disponíveis nos supermercados comuns. Eu me alimentava a base de queijo, leite e outros que pudessem preencher a falta cultural que a carne oferecia. Mesmo só parando com a carne, muita gente me disse que eu ficaria doente e, até médicos e nutricionistas, me diziam que eu era louca.

Mais tarde, devido a um problema de saúde não relacionado ao vegetarianismo, voltei a comer carne por medo. Todos que tomaram a decisão de parar com a carne e, além disso, com os derivados, sabem bem o terrorismo que as pessoas fazem na nossa cabeça. Todos os médicos, nutricionistas, meus amigos, família me diziam que o vegetarianismo poderia me fazer mal. "Você não quer morrer, né?", me diziam eles! Fui convencida! O problema (ou a solução!) é que eu me incomodava demais com aquilo, eu imaginava o grito dos animais e sua dor absurda e comecei a pesquisar se todos os meus conhecidos estavam certos mesmo ou não! Com a ajuda da internet consegui driblar o preconceito e me informar de que seria possível ser vegetariana, apesar de meu problema de saúde que carrego até hoje.

Mas, porque me doía muito a condição dos animais e, como sou curiosa, fui continuando minhas pesquisas e não tem como: quando você toma a pílula vermelha, o caminho é sem volta! A carne era só a ponta do iceberg! Virei vegana!

Acho que a minha história de vegetarianismo e veganismo me fez aprender a não julgar ninguém sobre seus motivos, mas eu também percebi que o motivo principal sempre é medo, principalmente o medo de perder os amigos e a família e começar uma nova fase na vida. Acho que não julgar é muito importante, já que muitos vegetarianos e veganos adoram julgar aqueles que ainda comem carne e derivados. Apesar disso, vou dizer que também entendo este julgamento, pois para aqueles que lutam pelos direitos dos animais, não é fácil ver as pessoas se empanturrando de animais que foram torturados durante toda a sua vida – e eles sabem da tortura, dos problemas ambientais, da poluição das águas, da maldade que toda essa indústria faz emanar do ser humano.

O desespero de ver todo mundo parar com as desculpas é grande porque o sofrimento é inimaginável, mas se não tivéssemos medo da mudança também, o mundo seria bem melhor! Não é por conta do medo de mudar que tanta gente se fecha ao novo, a novas culturas, desencadeando mesmo guerras?

Celebre a vida nas festas de final de ano.
Fonte: GigWise
De qualquer maneira, eu acho válido não julgar, mas acho também que podemos tentar sair da cultura do medo. Sei que alguns têm seus motivos para continuar a financiar esta indústria nociva, mas não seria possível para você, pessoa, que por algum motivo não consegue parar, mas que está sensibilizada com o sofrimento animal, parar de financiar esta prática de tortura?
Para alguns veganos e vegetarianos, esta pergunta seria considerada até como um tipo de blasfêmia, afinal, os animais são torturados igualmente em todos os momentos do ano. Porém, acho que algumas pessoas querem sim, um dia poder ajudar aos animais, mas agora, por algum motivo, não conseguem.
Ser vegano demanda disciplina no começo, pois é uma mudança e toda mudança precisa de reaprendizado. Fora isso, podem existir pessoas que, como eu, tiveram ou têm um problema de saúde e no momento se sentem abatidas ou com medo de entrar nesta empreitada. Não tema!

Dizemos sempre "Feliz Natal", mas para quem?
Fonte: Ser Veg
Então, você, que está sensibilizado, mas que por seus motivos ainda acha cedo dar este passo, peço a sua atenção para a reflexão que aqui vou fazer a respeito de nosso Natal e de seu funcionamento, o qual deveria ser de paz e amor, mas que acaba sendo de consumo e sacrifício.
O Natal é uma daquelas datas que os movimentos e pessoas de esquerda costumam renegar. Não é sem motivo! Esta data tornou-se uma ode ao consumo desenfreado e também uma data em que milhões de perus, porcos, bois, galinhas e chesters são mortos para satisfazer a nossa gula.
Não era para ser assim! Um chester, por exemplo, é um animal que tem o peito e as coxas ultra-modificados. Ele é tão pesado que não consegue andar. Cresce rapidamente à base de hormônios para aumentar o faturamento e vai para sua mesa como uma iguaria, quando na verdade, esconde um animal torturado desde seu nascimento. É isto o Natal?

Se eles pudessem falar, pediriam nossa ajuda todos os dias.
Fonte: Oiwo Com
O peru é um animal que também é criado apenas para este fim! As fêmeas são inseminadas e os peruzinhos nascem já com uma forca no pescoço. Recebem hormônios para crescer mais rápido e vão para a sua mesa como carne de primeira, quando na verdade, são animais criados para a morte. É isto o Natal?

Não consigo entender como as pessoas podem amar alguns e não outros, apenas porque uns são de uma espécie e outros de outra. Amam seus cachorros e gatos, mas não se compadecem de uma ave que não consegue se mexer por ser geneticamente modificada. Não se compadecem das leitoas que vivem em espaços tão pequenos, que, ao amamentar, não conseguem nem ao menos mudar de posição.

Compadeça-se amiga e amigo! O nosso mundo é um mundo de violência e todos os dias somos nós mesmos que cometemos violências pequeninas com os próximos. Se gentileza gera gentileza, violência também gera violência e são essas pequenas violências que nós mesmos cometemos que vão se acumulando para depois gerar o sofrimento humano!

Vamos começar o ano ajudando aos animais. Fonte:
Globo Rural
Se você quer se compadecer, mas por algum motivo ainda sabe que não é tempo para o veganismo, comece pelo Natal e pelo Ano Novo! Dê uma chance a estes animais! Ajude a salvar vidas, simplesmente optando por uma ceia 100% vegetariana.

Eu faço todos os anos!

Eu faço risoto com castanhas ou lasanha vegana, com legumes e molhos. Faço doces sem leite, como manjares e pavês. Distribuo frutas pela mesa. Faço assados de tofu entre outros. Não há motivo para não mudar! E se você não controla a compra do animal, porque sua família não concorda, pelo menos, não coma no dia de Natal e instaure a reflexão na mesa!

Uma ceia natalina vegetariana é possível e repleta de iguarias.
Fonte: Espaço Gourmet Piracicaba.
Natal, seja você cristão ou não, é uma data em que deveríamos celebrar o amor e o amor é algo que é para todos e não para alguns. Assim, é para se pensar no fato de que os animais também merecem amor! Eles merecem não ser mortos e viver uma vida de tortura, apenas para satisfazer nosso paladar.
Comecemos pelo Natal e depois, se você se sentir bem, considere o veganismo! Vou te dizer que não há coisa melhor no mundo do que saber que todos os dias, na minha mesa, eu salvei a vida de um animal!
No começo, tive que reaprender, mas, quer saber, hoje é super tranquilo e fiz novos amigos e até alguns familiares viraram ou estão virando veganos também!




Feliz Natal para todas as formas de vida deste planeta.
Vocês também merecem! Fonte: O grito do bicho
Feliz Natal para vocês e  para todos os Chesters, perus, galinhas, bois, vacas, coelhos, porcos, codornas, bezerros, cavalos, dromedários, camelos, lhamas, ovelhas, jacarés e todos os outros. 

Eles contam conosco!


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4 comentários :

  1. Camilinha, esse tema é sempre polêmico mesmo... eu também já tentei ser vegetariana pelo menos 2 vezes, sem sucesso. Acabei sentindo fraqueza (provavelmente não equilibrei direito a dieta) e cedendo às pressões da família. Bom, o que eu aprendi é que pelo menos para mim tem que ser uma mudança gradual. Parei de comer carne de boi já tem 1 ano, mas continuo comendo das outras... não sei se em algum momento vou conseguir ser completamente vegetariana, mas o que eu entendi é que a mudança (comigo) é gradual. Especialmente quando se vive com pessoas decididamente carnívoras é complicado... o que tenho feito é tentar colocar mais vegetais no cardápio... Grande beijo!

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    1. Olá Dani! Na verdade, são raros os vegetarianos que começam de uma vez! Eu parei com todas as carnes, mas somente depois de algum tempo fui parando com os queijos (possuem o coalho, uma substância retirada do estômago do bezerro), leite e agora só como ovo. Acho que é preciso sempre fazer uma dieta moderada, porque dá fraqueza mesmo! E sim, a família influencia muito! Mas se um dia você quiser comer menos carne, não deixe de me contatar! Eu aprendi bastante nesses anos e sei várias coisas sobre dietas e também sobre conviver com os familiares! No começo era só eu e tinha muita cobrança, mas hoje em dia meu irmão é vegetariano e minha irmã também! Meu namorado também se tornou há algum tempo e depois de tanta insistência até os amigos nos respeitam mais e pararam com as piadinhas! Beijos, Camilinha.

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  2. oi Camilinha... adorei o seu texto. As pessoas são conquistadas para as causas quando nos colocamos lado a lado, sem julgamentos. Cada um tem um tempo, uma experiência de vida, e não é só com um monte de informação "enfiada goela a baixo" que elas vão mudar. Só ver o exemplo dos lixos na rua, do consumismo exagerado, dos muitos universitários da USP que fazem sexo sem camisinha, por ai vai. Eu como vegetariano há quase 07 anos, aprendi muito que são com pequenos exemplos, campanhas como "segunda sem carne", que as pessoas vão se acostumando à um cardápio sem carne.. abraçãooo

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  3. Oi... legal o seu post. O que mais precisamos hoje em dia é justamente isso, entendermos que cada um tem o seu tempo e sua experiência própria para abraçar as causas ou não. Não adianta ficarmos "enfiando um monte de informação goela a baixo" se não conseguirmos sensibilizarmos as pessoas, mostrando que somos todos iguais, pois como já disse o Chalita (se não me engano) na oração da ética, os seres humanos erram não por serem maus, mas por ignorância. A ignorância nesse caso não é a falta de informação, mas a falta de sensibilização que o atual ritmo de vida nos impõe constantemente. Hiper-apoio os pequenos passos iniciais como esse, como a "segunda sem carne"m pois se as pessoas não perceberem que o cardápio podem ficar mais saborosos, mesmo sem carne, não vai ser de uma hora para a outra mesmo... parabéns...

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