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Três Fatos Que Te Farão Repensar O Seu Modo De Tratar A Natureza



A natureza não é nossa propriedade, mas nossa inspiração.
Fonte: Teckler
Nós vemos tantas coisas ruins à respeito de como o ser humano trata a natureza, que mais coisas ruins muitas vezes não funcionam para dar aquele empurrão que precisamos para melhorar ainda mais os nossos hábitos ecológicos; e não estou falando apenas de economizar energia e água, mas de pequenos atos que podemos fazer todos os dias e que não fazemos por falta de força ou desconhecimento. De fato, há muito que podemos fazer e dentro da perspectiva de mudança de hábitos acabamos por mudar a nós mesmos, rumo a uma nova perspectiva política em que nós passamos a ser os agentes políticos da sociedade, sem a necessidade de estado de poder ou governantes. Nós passamos a ser os governantes e nos guiar pela ética que aprendemos com o dia a dia.

Para tal, eis que são precisos alguns fatos que nos animem a continuar, que nos inspirem e que como uma música clássica nos ajudem a brilhar e continuar quando a maioria não entende, te chama de radical, eco-chato ou faz piadas repetidamente sobre a sua mudança de comportamento.
Nada como fatos inspiradores para nos impulsionar e relevar a contra-corrente do sistema, que muitas vezes, infelizmente, é representada pelos nossos próprios amigo e familiares.

Temos que nos afastar da limitação de nossas mentes.
Fonte: Mundo dos Animais
1 – Quando a natureza canta
Recentemente, o compositor Jim Wilson fez algo inusitado: ele diminuiu a frequência do canto do grilo para conseguir ouvir mais detalhadamente o que os animais cantavam e para a sua surpresa, descobriu um som muito similar ao canto gregoriano. Isso mesmo! O “cricricri” dos grilos é similar à voz humana quando com frequência diminuída.
Além de emocionar a todos que ouvem o som gravado, a música me levou à reflexão de como somos antropocentristas. Nós costumamos não dar valor a nenhuma outra espécie e menosprezamos os tesouros que a natureza nos esconde. A verdade é que nós existimos dentro de um certo tempo e vivemos até aproximadamente 100 anos e nossa velocidade parece dominar qualquer tipo de pensamento. É assim que passamos a afirmar que os vegetais não se movem ou que grilos apenas cantam um “barulho”, tudo porque não conseguimos ir além de nossa pequena consciência especista. Acho que vale muito a pena ouvir a canção que grilos fariam se vivessem na mesma velocidade que nós e nos perguntar sobre como nos fechamos dentro da gaiola da mente e da cultura. Mais: considere apreciar o que a natureza nos reserva e utilize esta inspiração para guiar e dar força na sua mudança. Parece muito distante considerar que grilos  (e outros invertebrados) devem ser respeitados e que a natureza como um todo não é nossa e nem deve ser dominada, mas às vezes um pouco de inspiração nos ajuda a sair deste calabouço de escuridão e ignorância em que vivemos.


Quando só vemos utilidade, não conseguimos ver a verdade tão simples
que a natureza nos mostra. Fonte: Tudolevaaperícia
2 – Quando a natureza nos salva
Em 1996, um menino de 3 anos escalou o muro e caiu acidentalmente na gaiola que abrigava gorilas no Zoológico de Chicago. O pânico foi geral, mas antes que alguma catástrofe maior acontece, como era esperado, a gorila fêmea Binti Jua reposicionou o menino de costas, o protegeu e o levou até a porta que dava acesso aos tratadores, ‘sinalizando” para que o tirassem de lá. Após o incidente, o fato atraiu os jornais locais e evidenciou a surpresa da maioria dos especialistas e tratadores, que ainda não conseguiam acreditar ser possível este tipo de reação por parte de um animal – como dizemos – tão primitivo.
Este fato, que continuou a surpreender os internautas de todo o mundo, nos faz repensar sobre como tratamos os animais e como os menosprezamos, mesmo não sabendo muito sobre eles. Para estudá-los, nós os matamos e catalogamos suas carcaças em museus; quando os amamos os prendemos em gaiolas ou, pior ainda, compramos seus corpos, peles e ossos como adereços até dizimar toda a sua população. De fato, se em 1996 já sabíamos a inteligência que esta espécie possuía, por que continuamos a fazer experiências com espécies próximas, como chimpanzés, ou a apoiar o comércio de seus corpos, como vem acontecendo na África e mercados negros em países desenvolvidos? Isto nos faz perceber que não é a inteligência “menos capaz” ou o menor valor que faz com que justifiquemos o uso de animais para nosso conforto, mas o simples fato de que somos uma espécie egoísta, que arruma desculpas tortas para justificar os fins, em detrimento dos meios.

Temos muito o que aprender. Fonte: Mundo dos animais
3 – Quando a natureza nos dá uma lição de diversidade
Cães costumam caçar pássaros para se alimentar, mesmo quando não estão com falta de alimentos. Quem tem cachorro sabe como cães podem ser bons caçadores e matar alguns passarinhos desprevenidos, o que surpreendeu muitos internautas despreparados com a notícia de amizade entre um cão e um pássaro. Primeiramente, não costumamos considerar pássaros como tão espertos como mamíferos, o que faz com que pessoas às vezes parem de comer mamíferos (bois e porcos) e continuem a comer frango. Ademais, nós costumamos achar que a lei do mais forte ou o fato de sermos predadores justifica atos de crueldade para com os animais, pois se a natureza e a evolução mandam, não há o que fazer para mudar isso (a desculpa da evolução é uma das mais preguiçosas e maçantes que conheço)!
Por fim, vamos só pensar que realmente é possível a amizade entre predador e presa e refletir sobre o nosso constante ódio contra pessoas de cores diferentes, pessoas de sexo diferente ou pessoas que escolheram fazer sexo de maneira diferente e retirar uma importante lição desta bela amizade sobre como a natureza ainda sim nos mostra o quão “mente pequena” ainda é a humanidade.



Resumo da Ópera
Planeta Terra: escola de vida. Fonte: Pic
Estas três lições muitas vezes apresentam falhas. No caso do grilo, a frequência "angelical" só pode ser ouvida com ajuda da tecnologia atual, a gorila fêmea pode ter tido este comportamento anômalo (será?) por estar em condições de aprisionamento e o cachorro pode ter virado amigo do pássaro e vice-versa porque ele é um animal que não existiria na natureza sem a ajuda da seleção artificial que o ser humano proporcionou. Sim, sempre haverá argumentos para negar a irritante dominância do homo sapiens macho sobre os demais, usando a evolução e dados de sociobiologia para afirmar a supremacia do predador, mas também existirão sempre muitos fatos que farão os mesmos conservadores tremerem nas bases, sem encontrar solução para a hegemonia do mais forte. Assim, considere estes fatos para refletir e amar ainda mais as outras espécies, o planeta e por que não a nós mesmos. Nós podemos mudar e sair deste ciclo e acredito que se olharmos com cuidado para as pequenas sutilezas que a natureza nos reserva, podemos ir mudando aos poucos e juntos mudarmos a sociedade para algo mais justo e igualitário.

Este não é o nosso planeta.
Os animais não estão aqui para nos servir.
Nós não somos donos da natureza.

Paz!

Autora: Camila Arvoredo


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